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Archive for the ‘Dados’ Category

Por Sérgio Gwercman, redator-chefe da Revista Super Interessante

Uma tese bastante difundida entre especialistas diz que o uso das drogas funciona sob o padrão da escadinha: o sujeito começa com a mais leve e daí sobe degrau a degrau em direção às mais pesadas. A idéia não é consensual – qual é o tal 1º degrau: a maconha? O tabaco? O álcool? Mas, ao rever o que a Super Interessante já publicou sobre as drogas, percebi que o padrão da escadinha serve ao menos para explicar como esse debate mudou. Está cada vez mais sério e maduro. Em 20 anos de revista, quase 250 edições, esta é a 6ª vez que o assunto estampa nossa capa. A 1ª foi em março de 1992, numa reportagem que explicava como as drogas agem no organismo humano e por que elas alteram a consciência. A seguir, a 1ª polêmica: em 1995, a comunidade científica debatia o que fazer com estudos que comprovavam a eficiência medicinal da maconha. Seria o caso de receitar uma droga aos pacientes? Em 1998, a Super deu espaço ao relatório da Organização Mundial da Saúde que diagnosticava os efeitos do uso da maconha – mas sob a forma de cigarro, não de remédios. Em janeiro de 2002, avançamos um pouco mais: pela 1ª vez falamos em legalização total, numa reportagem que se perguntava, entre outras coisas, o que era uma droga – e se fazia sentido, do ponto de vista científico, proibir o álcool e liberar a cocaína. Em setembro do mesmo ano, “A Verdade sobre a Maconha” contou a história da proibição à Cannabis, mostrando como muito do que se fala sobre o assunto tem origem no moralismo, não na ciência. Degrau a degrau, fomos subindo a escada que nos levou à pergunta da capa: está na hora de legalizar? Temos informações e enfrentamos os preconceitos. O que devemos fazer daqui em diante? Não espere respostas simples. Porque elas não existem. Já está claro que entre proibição, descriminalização e legalização não há uma solução ideal, capaz de nos livrar de todos os problemas. Para escolher o melhor caminho a seguir, é preciso colocar prós e contras numa balança.

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Primeiro Contato

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O Errado é Normal

E vice-versa.*

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Fator de Risco

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Pesquisas indicam que uma em cada quatro vítimas fatais de acidentes automobilísticos na cidade de Nova York usou cocaína nos últimos dois dias de vida. Por causa de dados como esses, médicos americanos tentam provar que, como se tudo o mais já não bastasse, a droga também compromete a habilidade de dirigir. Isso contraria estudos anteriores, que não apontam efeitos nocivos do pó sobre o estado de vigilância do motorista. Segundo John Mann, da Universidade de Pittsburgh, a cocaína deixa as pessoas mais agressivas e predispostas a assumir riscos. Além disso, as pessoas costumam beber ou tomar sedativos nos dias seguintes ao uso da droga para conter a ansiedade que ela desperta – e esta é uma mistura mortal. Para Armando Ramos, psicobiólogo da Escola Paulista de Medicina, consumo de drogas e controle de máquinas nunca se dão bem. “Até certo ponto os estimulantes afiam os sentidos”, explica, “mas a noção de perigo desaparece.”

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Enquete: Participe!!!

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Realidade em Números

Revista Veja

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